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ARVA Assessoria Esportiva

A ARVA

Uma assessoria que nasceu de uma dor e de um erro

A história inteira, sem a parte inventada: como um estagiário que corria para tratar uma dor crônica virou treinador, errou com o primeiro aluno, corrigiu, e resolveu montar uma assessoria diferente das que via por aí.

  1. 2023 → 2024 · Antes da ARVA

    Um estagiário, uma academia e o Bigode

    Eu era estagiário numa academia de Floripa e treinava a força de um amigo, o Bigode, que se preparava para uma meia maratona. Para ajustar o volume de força dele eu precisava saber o volume de corrida — quanto ele corria na semana, o que ele fazia. Foi perguntando isso, treino a treino, que eu comecei a enxergar a rotina de um corredor por inteiro.

  2. 2023 → 2024 · A dor

    Eu comecei a correr por causa de uma dor que não passava

    Nessa mesma época eu sentia muita dor: uma compressão do nervo isquiático, crônica, daquelas que não somem com repouso. Foi vendo o Bigode treinar que eu comecei a correr — não para competir, não para performar. Em oito meses eu saí de iniciante e corri uma meia maratona sem dores.

    Uma ressalva honesta: essa é a minha história, não uma receita. Correr não é tratamento para toda dor, e o que funcionou para mim foi acompanhado e progressivo. Se você sente dor, procure um profissional de saúde antes de montar qualquer planilha — inclusive as minhas.

  3. O incômodo

    A maior parte das pessoas corre sem ninguém olhando

    Foi ali que eu percebi duas coisas ao mesmo tempo. Uma grande parte de quem corre não recebe orientação nenhuma. E boa parte de quem recebe, recebe orientação genérica — a mesma planilha servindo para gente diferente.

    Isso me incomodou porque estava acontecendo na minha frente: o Bigode corria com uma orientação genérica e começou a sentir dores, princípios de lesão. Eu fui auxiliando na tomada de decisão para aquilo não evoluir. Não era o meu trabalho ali. Mas era o que precisava ser feito.

  4. Janeiro de 2025 · O primeiro aluno

    O Lucas insistiu

    Depois disso, outro amigo descobriu que eu era da Educação Física: Lucas, o Macaco. Ele insistiu, com uma certa ênfase, para que eu fosse o treinador de corrida dele. Já corria, não tinha treinador, e queria ter.

    O Lucas foi o primeiro aluno da ARVA antes de a ARVA existir. Eu ainda era só um assessor de corrida com um aluno — mas foi a partir dali que eu decidi construir uma assessoria.

  5. 2025 · O erro

    Ele correu bem e saiu com o joelho inchado

    O Lucas correu a Volta à Ilha de 2025: 140 km em volta da ilha de Florianópolis, divididos entre uma equipe de dez — uns catorze quilômetros para cada um. Eu ainda era um treinador iniciante e não entendia bem de controle de carga.

    Ele fez a prova e correu bem. E saiu dela com o joelho inchado. Eu associo isso ao meu controle de carga.

    Tive que sentar com ele e propor uma planilha regenerativa: recuperar direito, construir base, e só então voltar a evoluir. Ele resistiu — ninguém que acabou de correr bem quer ouvir que vai desacelerar. O que resolveu foi a parte educacional: eu expliquei, ele entendeu, e a gente seguiu.

    Eu prefiro contar o erro do que esconder. É ele que explica por que hoje eu controlo carga do jeito que controlo.
  6. 2026 · O acerto

    De uma equipe de dez para quatro pessoas

    Em 2026 o Lucas quis fazer a mesma prova em equipe de quatro atletas. Os mesmos 140 km, mas de 14 km por pessoa para 35, em trilha e areia. A gente treinou um ano inteiro para isso. E ele tirou de letra.

    Esse foi o momento em que eu falei: agora eu posso ser de fato uma assessoria. Eu estava preparado para construir periodizações completas de corrida — em morro, em trilha e em areia.

  7. Abril de 2025 · O nome

    A árvore, a Gi e os anéis de crescimento

    Quando eu saía para correr, reparava nas outras assessorias: a maioria é a sigla do nome do assessor, ou o nome dele mesmo. Eu queria outra coisa. Numa conversa com a designer Giovanna Drummond eu fiz uma analogia sobre o ser humano ser como uma árvore. Primeiro crescem as raízes, depois o tronco, depois os galhos. E que leva tempo até virar uma árvore robusta — e as pessoas têm muita pressa de já ser tudo isso.

    Eu falando de árvore, e o meu nome sendo Artur Valente, ela pensou: por que não ARVA? Depois trouxe o símbolo — uma árvore cortada, com todos os anéis de crescimento à mostra. Cada anel é um ano que passou, um momento de abundância ou de dificuldades, toda a robustez construída pouco a pouco. Nenhum deles apareceu antes da hora.

  8. A crença

    A planilha é consequência, não o produto

    A maioria das assessorias vive de planilha: aqui está a sua, corra onde quiser. A ideia da ARVA não é essa. É correr, se divertir, conhecer lugares novos, contemplar a natureza junto de outras pessoas — construir uma comunidade de fato. O exercício planejado, as planilhas, as periodizações: tudo isso é consequência da diversão que é frequentar a ARVA.

  9. Daqui a três anos

    Os dois lados da mesma comunidade

    Que a ARVA seja referência para os dois lados: para quem está começando e corre um, dois, três quilômetros, e para quem quer performar nos dez, na meia e na maratona. E que essa comunidade seja tão gostosa de frequentar que a troca entre essas pessoas aconteça sozinha — uma inspirando a outra com a história que tem para contar.

Quem treina você

Artur Valente

Treinador de corrida · Florianópolis

Bacharelando em Educação Física pela UFSC. Corredor desde 2023, quando comecei a correr para lidar com uma dor crônica e acabei descobrindo uma profissão.

Treino corredores desde janeiro de 2025 — do primeiro quilômetro a provas de grandes distâncias. Monto cada planilha com distância, intervalos, recuperação, ritmo, esforço percebido e zona de treino, organizadas em blocos e semanas datadas.

O símbolo

Anéis de crescimento

Uma árvore cortada mostra, em anéis, cada ano que ela levou para chegar ali. Não dá para pular nenhum. É exatamente isso que acontece com um corredor: base, volume, ritmo, prova — nessa ordem, no tempo que o corpo aceitar.

A pressa de já ser robusto é o que mais machuca gente boa na corrida. O símbolo da ARVA existe para lembrar disso todo dia.

Símbolo da ARVA: anéis de crescimento de uma árvore cortada

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